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Rainey Reitman, ativista da Eletronic Frountier Foundation, traz discussão sobre políticas de Internet – e sobre nossas próprias atitudes na rede
“Quando a internet foi criada, ela poderia ser uma arma a favor da liberdade. Hoje, corremos o risco de que ela se torne um veículo de opressão”, é com esse discurso que a líder do movimento ativista da Eletronic Frountier Foundation, Rainey Reitman, abre sua palestra na Campus Party. Em tempos em que discutimos uma legislação sobre a rede, principalmente após a morte de Aaron Swartz, a preocupação não poderia ser menos legítima.
Afinal, quando falamos de liberdade de rede, falamos, sim, sobre revisões nas leis que poderiam condenar Swartz a uma injusta pena de 35 anos de prisão e de milhões de dólares. Mas, ao mesmo tempo, falamos também sobre pessoas comuns, que podem ter seus direitos comprometidos e sua liberdade invadida por falta de vigilância sobre empresas de tecnologia e governos.
Casos em que governos ultrapassam os limites dos direitos humanos para investigar as vidas de ativistas não faltam. Como exemplo há Malcom Harrisson, participante do movimento Occupy Wall Street, que teve sua vida investigada em busca de informações comprometedoras. Não apenas Harisson teve sua conta de Twitter invadida, número de IP identificado, como seus contatos, seus amigos, também tiveram seu direito à privacidade comprometido – tudo porque o governo americano estava atrás da localização do ativista em um determinado dia. Segundo Reitman, isso é uma violação dos direitos básicos humanos
E isso não acontece apenas em casos isolados, ou em países com governos extremistas. De acordo com a ativista da EFF, a partir do momento em que usamos smartphones, que temos contas em redes sociais, corremos o risco der sermos vigiados – e todos esses dados são guardados em grandes bancos, em busca de informações comprometedoras. Especificamente nos EUA, depois do 11 de setembro, não só ligações internacionais poderiam ser monitoradas, como qualquer ligação doméstica.
Há, também, a censura sutil, da qual os cidadãos nem sempre estão conscientes. “Um exemplo é a China. Lá eles oferecem redes sociais alternativas, para disfarçar que a população não tem acesso ao Facebook”, conta Rainey. “Não sabemos quando ou de que forma somos vigiados. Mas há tecnologias de governos comparáveis às de Crackers, que instalam malwares e habilitam terceiros a ver tudo o que você faz, até a ligar sua câmera, seu microfone e vigiar seu quarto”.
O que podemos fazer sobre isso?
“Além de discutir o assunto, blogar, tuitar, criar mais movimentos como os que derrubaram o SOPA e o PIPA, ao proteger a nossa privacidade online, também podemos nos equipar com softwares de proteção”, afirma Rainey. Ela acredita que, ao nos protegermos, também estamos protegendo a privacidade ativistas e jornalistas que podem ser alvo de governos e outras organizações. “Através de seus dados, é possível atingir seus amigos”, explica.
Para fazer essa proteção, ela recomenda 4 tipos de programas básicos:
Tor – capaz de disfarçar seu endereço IP, o que pode indicar sua localização
Off the Record Chats, como o Pidgin – através dele você pode se comunicar via Gtalk, Facebook Chat, ICQ e outros softwares, sem que seus dados sejam gravados. Eles são, automaticamente, encriptados.
HTTPS Everywhere – faz com que seu browser adicione, automaticamente, códigos encriptados que impedem que sites coletem suas informações.
Tos  – iniciativa da própria EFF que grava termos de serviço de sites populares, como o Facebook, impedindo que mudanças sem o conhecimento do usuário passem despercebidas. O projeto será desenvolvido em uma hackaton na própria Campus Party.
Rainey pede que o público brasileiro, em específico, reflita sobre a regulamentação da Internet e se expressar, tuitar, blogar, mostrar suas vontades – ela afirma que este é um momento de ação. “A web do futuro deve ser a web que queremos”, conclui. 
Fonte: Redação Galileu

POSTADO POR - Guilherme J Cabral

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