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Tragédias como a da boate Kiss, em Santa Maria (RS), podem ser evitadas. E a resposta pode estar em um software aberto que simula incêndios e explosões em ambientes fechados. Disponível para universidades, centros de pesquisa, empresas de consultoria de risco e profissionais de engenharia, o Fire Dynamics Simulator (FDS) permite recriar o lugar em um ambiente virtual e avaliar se ele está preparado para acidentes. 


O programa foi desenvolvido nos Estados Unidos e é colaborativo. A faculdade de Engenharia Química da Unicamp tem professores e alunos fazendo contribuições a ele neste momento, sob o comando do professor Sávio Vianna, especialista na chamada simulação computacional dinâmica. Vianna recriou uma boate semelhante à Kiss no computador, depois da tragédia da madrugada do último domingo, dia 27. “Se os proprietários tivessem usado o software para prevenir riscos, eles saberiam que a casa de shows estaria completamente tomada pela fumaça em apenas 5 minutos, e que a quantidade de portas não era suficiente”, afirma. 

“O FDS pode e deve ser usado por profissionais de engenharia para adaptar casas de show, bares, restaurantes, edifícios comerciais e residenciais ou shoppings, mas o ideal é fazer a simulação na fase de projeto”, diz Vianna – que é professor visitante da Unicamp e engenheiro químico formado pela UFRJ com PhD em Cambridge, onde estudou formas de reduzir o impacto de incêndios, vazamentos e explosões em plataformas de petróleo. 

No caso de bares e casas de show, o uso do programa na fase de projeto pode identificar a localização ideal das saídas e até mesmo a lotação máxima. “Associado a tudo isso deve estar o treinamento de pessoal”, afirma o professor. “Seguranças não devem atuar apenas como pacificadores, mas serem treinados para um plano de emergência e contingência.”



POSTADO POR - Guilherme J Cabral

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