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Michael Dell (Getty Images/AFP/Archivo, Justin Sullivan)
A privatização da Dell poderá ser finalmente decidida hoje. A menos que seja novamente adiada... pela terceira vez.

O Conselho Administrativo da Dell derrubou o pedido de novas regras para votação dos acionistas na proposta de recompra da empresa feita pelo seu fundador, Michael Dell, e a Silver Lake Partners, e manteve a convocação da reunião de acionistas marcada para as 11 horas desta sexta-feira, 02/08 (horário de Brasília)

O fundador da Dell e seus parceiros brigam com o investidor Carl Icahn com diferentes propostas para a fabricante de PCs. Enquanto Michael Dell quer privatizar a empresa para blindá-la do humor de Wall Street, o megainvestidor alega que o preço oferecido por ação - de 13,65 dólares (totalizando US$ 24,4 bilhões em dinheiro) - é baixo e diz que tem um plano melhor para a companhia.

Como a única proposta concreta na mesa, recomendada pelo conselho e por empresas de consultoria, é a de Michael Dell e do Silver Lake Partners, Icahn quer garantir que os acionistas decidam por voto se concordam ou não.

E não quer que a decisão seja adiada novamente. Para se garantir que a reunião aconteça, Icahn entrou com uma ação judicial ontem contra a Dell e seu conselho diretor exigindo que a empresa mantenha a reunião especial de hoje. E que, se mudar novamente a data, seja obrigada também a convocar "para mesma data e horário" o encontro anual de acionistas.

Cabo de Guerra

Esta semana, Michael Dell e a Silver Lake fizeram uma nova "e final" oferta de 13,75 dólares por ação, mas condicionaram o valor a uma mudança na regras dos votos de acionistas pedindo que apenas votos "sim" e "não " fossem contabilizados, deixando de lado abstenções e votos nulos. Pelas regras atuais, abstenções deveriam ser contadas como "não" na decisão sobre a privatização da empresa.

O comitê especial criado pelo conselho diretor para revisar as propostas da recompra da empresa negou o pedido e em carta à Dell e aos seus afiliados nesta quarta-feira, 31/07, disse estar preparado para seguir com a votação dos acionistas, com a proposta de 13,65, ou marcar uma nova data com a proposta de 13,75. Mas qualquer uma delas submissa às regras atuais.

O resultado final da reunião de hoje é ainda incerto e a decisão do board de manter a data e rejeitar o pedido de mudança de regras favorece Icahn porque, segundo analistas do mercado o CEO Michael Dell não teria conseguido reunir ainda poder de voto para fazer sua proposta passar e um aumento de dez centavos por ação na proposta atual também não modificaria muito o cenário.

Michael Dell já disse que 13,75 dólares por ação é sua última e final oferta. A única outra proposta de recompra da companhia vem de Icahn e da empresa Southeastern Asset Management, que acreditam ser possível implementar um plano de recapitalização da empresa que faria as ações potencialmente valerem, a médio prazo, de 15,50 a 18 doláres para os atuais acionistas. Mas o comitê de avaliação do conselho diretor considerou a proposta complexa e duvidosa, recomendando a de Michael Dell como a melhor oferta para os acionistas.

Segundo a agência Reuters, se o encontro de hoje não aprovar a oferta as ações da companhia devem cair fortemente. No final do dia de ontem elas fecharam abaixo dos 13 dólares.



POSTADO POR - Guilherme J Cabral

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