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Os primeiros smartphones com Firefox OS chegaram sem muito barulho ao mercado no fim do ano passado, mas agora a Mozilla começa a planejar uma grande expansão do seu sistema operacional móvel.

Para o Mobile World Congress, que está sendo realizado nesta semana em Barcelona, na Espanha, a Mozilla apresentou algumas novidades para a plataforma no que se refere a hardware. Novos modelos em diversas faixas de preço, começando no “baratíssimo”.

O “baratíssimo”, aqui, é um modelo de referência de US$ 25. O design é da Spreadtrum, fabricante chinesa de chips, responsável pelo processador que é o cérebro deste aparelho. Como é de se esperar, ele não é muito potente e deve ser montado com peças de baixo custo. A ideia é torná-lo bastante acessível para mercados emergentes.

Além do dispositivo de entrada, a Mozilla também mostrou alguns novos aparelhos de parceiras como ZTE, Huawei, Alcatel e LG. Esses novos aparelhos representam uma grande evolução em relação aos mostrados no ano passado, com mais rapidez e designs mais atraentes

Entre os dispositivos estão o Open C e o Open II, da ZTE, e três aparelhos diferentes da Alcatel, incluindo um tablet chamado Fire 7. Eles possuem telas maiores e com resolução bem superior aos dos aparelhos de 2013, mas nada comparável ao encontrado em dispositivos high-end com Android, por exemplo – o objetivo da Mozilla ainda é o de levar o Firefox OS para quem não pode gastar muito dinheiro com um smartphone.

ZTE Open C. Foto via The Verge

As especificações técnicas ainda são modestas. Por parte da Alcatel, um dos smartphones possui tela de 3,5 polegadas HVGA e processador dual-core. Já o outro, o Fire S, é um dos mais – se não o mais – potentes smartphones rodando o Firefox OS: ele tem tela de 4,5 polegadas qHD, processador quad-core, conexão 4G e câmera traseira de 8 megapixels que grava em 1080p.

Além de diversificar o portfólio de dispositivos, a Mozilla também aposta em uma expansão da disponibilidade dos smartphones com seu sistema. Por enquanto eles estão em 15 países – incluindo o Brasil. Nos próximos meses chegarão a pelo menos mais 12 espalhados entre Europa e América Latina, e, até o fim do ano, à Ásia e África.


POSTADO POR - Guilherme J Cabral

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